Um app de agenda e perfil profissional para trancistas, que hoje organizam o trabalho pelo WhatsApp. Desenhado com quem trança e aberto ao público desde setembro de 2026.
Trancistas são autônomas e gerenciam tudo pelo WhatsApp, Pix e Instagram, sem ferramentas feitas para o nicho.
Um app de agenda e conexão com clientes, desenhado com trancistas e testado a cada rodada.
Lançado em janeiro de 2026 para um grupo de usuárias. Aberto ao público desde setembro.
O GoBraids começou com uma pergunta simples: por que trancistas, profissionais altamente qualificadas, ainda gerenciam tudo pelo WhatsApp?
Entrei como co-fundador e Product Designer. Somos três sócios, e eu respondo por produto e marketing digital. O MVP foi construído pelos sócios com um time de cerca de dez designers e desenvolvedores. Quando cheguei, já havia wireframes de uma primeira versão. Funcionavam, mas tinham problemas de hierarquia, de uso com conexão fraca e de alinhamento com a cultura das usuárias.
A dor não era falta de talento. Era falta de estrutura.
Parti da suposição de que o desafio era só visibilidade. A imersão mostrou algo maior: barreiras tecnológicas, informalidade forçada, desvalorização estética e falta de ferramentas que respeitem a identidade e a autonomia das trancistas.
No benchmark (Salão99, Trinks, Programa Salão, EasySalon e Gendo), todos focavam em salões e serviços gerais, com preços tabelados ou comissionados. Ninguém atendia o nicho de forma específica e culturalmente sensível. Essa lacuna virou o posicionamento do produto.

Em um ciclo de testes, as usuárias deixaram claro que o fluxo de agendamento que o time achava elegante criava fricção onde não deveria existir. Jogamos fora três semanas de trabalho.
Defender uma solução com dados é fácil. Difícil é explicar por que descartar uma que parecia boa.
Com os outros dois sócios, organizei o sitemap e separei as jornadas de cliente e trancista. Priorizei caminhos curtos para o uso em celular com conexão instável, e um fluxo de trancista que dá autonomia para agenda, portfólio e clientes sem exigir conhecimento técnico.


O style guide parte da marca: cores inspiradas em bandeiras de países africanos (Nigéria, Etiópia, Gana e Senegal), reinterpretadas em tons pastéis e terrosos, com contraste para leitura. Os componentes seguem uma base modular inspirada no Tailwind, pensada primeiro para o celular.


O protótipo de alta fidelidade cobre os estados reais da interface: perfis vazios e preenchidos, agendamentos pendentes, aceitos ou recusados, avaliação pós-serviço, carregamento e erro. Serviu para testar com usuárias, alinhar o time e apresentar a stakeholders.





Lançamos em janeiro de 2026 para um grupo de usuárias. Em setembro, o app abriu ao público.
Próximas etapas: busca de trancistas, gestão financeira, marketplace de produtos afro, pagamentos online e avaliações, sempre com testes contínuos com grupos de usuárias.
Em ambiente early-stage, o designer que só entrega telas é o primeiro a ficar desconectado do produto.
É preciso entender o negócio para tomar decisões de UX, e entender UX para questionar decisões de negócio.