Um app para dividir despesas e mensalidades entre amigos, colegas e família, sem confusão sobre quem pagou o quê.
Dividir contas com amigos ou família gera esquecimento e conflito: ninguém sabe ao certo quem pagou o quê.
Um app de divisão de despesas em grupo, com acompanhamento de pagamentos e notificações, desenhado a partir de pesquisa.
Em desenvolvimento. Saí do projeto após a fase de design, que entreguei até o protótipo.
O Bora Rachar nasceu como um app para dividir assinaturas e mudou de escopo antes de ter uma tela.
O projeto foi desenvolvido no SouJunior Labs, programa voluntário para profissionais em transição de carreira que querem experiência prática com produtos digitais. Liderei o time de Design, da pesquisa ao protótipo.
O app ainda está em desenvolvimento. Por isso, mostro aqui só trechos selecionados, para preservar a propriedade intelectual do projeto.

A ideia original esbarrava nas regras dos streamings. Mudamos o escopo antes da primeira tela.
A proposta inicial era uma plataforma só para assinaturas compartilhadas, como streaming, cursos e softwares. Numa dinâmica com os fundadores, o time de design levantou um problema: as empresas desse segmento estavam restringindo e até proibindo o compartilhamento de contas. A ideia ficaria insustentável a médio prazo.
Propusemos uma pesquisa de mercado para saber se havia interesse numa solução mais ampla, de divisão de despesas em geral. A hipótese se confirmou. O escopo passou a incluir aluguel, contas domésticas, viagens em grupo e outros contextos.
No dia a dia, amigos, colegas e famílias dividem aluguel, assinaturas e contas de grupo sem uma ferramenta que dê clareza. A meta do app: mostrar a todo o grupo quem pagou e o que falta pagar.
Criamos personas a partir de pesquisa qualitativa e observação de contextos como repúblicas, casais, colegas de trabalho e grupos familiares. Cada uma representa um recorte do público, com objetivos, dores e hábitos financeiros.
Com elas, mapeamos jornadas completas, do momento em que surge a necessidade de dividir uma conta até o fim da dívida. As jornadas mostraram onde surgiam os atritos e ajudaram a priorizar funcionalidades.


Analisamos Cumbuca, Splitwise, Spend Together, Tricount e Splid, olhando modelo de negócio, funcionalidades e usabilidade. Todos cumprem a proposta de dividir despesas, mas vários têm interface confusa, pouca adaptação ao contexto brasileiro e recursos limitados para grupos recorrentes e despesas mensais.
Essa lacuna virou o posicionamento: um produto mais intuitivo e alinhado ao jeito como grupos brasileiros lidam com dinheiro, como repúblicas, famílias e casais.

Aplicamos um questionário sobre hábitos, dificuldades e expectativas na divisão de despesas. A maioria dos respondentes divide contas com frequência, mas sente falta de uma ferramenta confiável e fácil de usar. Notificações automáticas, histórico de pagamentos e transparência entre os participantes apareceram como os recursos mais desejados.
Os dados ajustaram a proposta de valor e ajudaram a priorizar o que entrava no MVP.

O Story Mapping foi feito em grupo. Mapeamos as atividades principais e secundárias, do primeiro contato com o app até o encerramento de uma divisão de despesas. O mapa mostrou os fluxos críticos do MVP e as dependências entre funcionalidades, e deu ao time inteiro a mesma visão.
Ver as histórias num panorama só ajudou a cortar: uma entrega enxuta, com valor para quem usa.

Com a pesquisa e as jornadas em mãos, definimos a arquitetura da informação. O sitemap organizou a hierarquia das telas e os caminhos do app, da entrada até ações como criar grupos e acompanhar despesas. O mapeamento de telas e componentes previu reuso e facilitou o alinhamento com o desenvolvimento.
Os user flows foram desenhados por tipo de usuário: quem cria grupos, quem só participa das divisões e quem gerencia várias despesas. Cada fluxo cobre cadastro ou login, entrada em grupos, divisão de despesa, acompanhamento de pagamentos e notificações.


Fizemos rascunhos e iterações em baixa fidelidade e seguimos direto para a alta. A decisão foi ganhar tempo e validar a proposta com stakeholders e usuários. Com o protótipo em alta, os testes simularam fluxos completos.
Rodamos também um estudo de usabilidade não moderado, remoto, no Brasil, com 113 pessoas.


Incluí diretrizes de acessibilidade desde o design. As próximas etapas do projeto previam testes específicos.
Saí ao fim da fase de design, e o time seguiu com o desenvolvimento.
As próximas etapas previstas no projeto eram concluir as funcionalidades principais, testar com usuários reais, refinar a interface com o feedback, lançar e planejar integrações e versões premium.
